
Nas ruas, em rios, canais e em lixões não é difícil encontrar pneus a céu aberto e outros materiais que poderiam ser reaproveitados, transformados em matéria-prima ou em energia para fabricação de outros produtos. O resultado não poderia ser pior: no Brasil, do resíduo industrial tratado, 16% vão para aterros, 1% é incinerado e os 5% restantes são co-processados — depois de queimados, são utilizados para a fabricação de cimento.
No Ceará, esse trabalho é feito pela Votorantim Cimentos, instalada em Sobral há 18 anos e que aplica a tecnologia já difundida nos Estados Unidos e na Europa a partir dos anos 1990. No Brasil, os primeiros testes com co-processamentos começaram na mesma década e em 1999 viraram lei, através da Resolução Nº 264 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Desde então, toda empresa que incinera pneus e outros materiais para fazer cimento deve seguir critérios específicos. Um deles é garantir que filtros evitem a poluição do ar no processo de queima. A Votorantim Cimentos co-processa metade de tudo que é processado no Brasil.
A utilização de pneus na fabricação de cimento é alternativa não só econômica para o setor, mas também importante para a manutenção do equilíbrio ambiental. É que, usado como combustível de forma controlada e com filtros, o material ajuda na redução das emissões dos gases do efeito estufa provenientes do processo produtivo.Essa tecnologia consiste em destruir resíduos industriais a altas temperaturas em fornos de cimento licenciados para este fim. Além de ser opção responsável ao uso de combustíveis fósseis (coque de petróleo, no caso da Votorantim Cimentos), o co-processamento aproveita o lixo industrial como potencial energético e sua fração mineral como matéria-prima.
O processo é simples, mas proveniente de alta tecnologia: o pneu é queimado em altos fornos das cimenteiras e utilizado como combustível. A alta temperatura e filtros especiais impedem que elementos químicos sejam jogados na atmosfera durante o processo de queima. A uma temperatura de 200 graus centígrados, os resíduos são destruídos de forma ambientalmente correta. Além disso, o processo atende às regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Com o co-processamento, há diminuição da dependência de combustível fóssil, preservação de recursos naturais não renováveis, redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa e dos custos de energia térmica.A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) desenvolve, desde 1999, um programa de coleta e destinação de pneus inservíveis que já deu destinação correta a mais de 100 milhões de pneus. Trata-se do material que não pode mais ser reformado e não oferece segurança para ser utilizado em carros, ônibus, caminhões e em outros de veículos.
No ano passado, foram processados mais de um milhão de toneladas de resíduos no Brasil. No Ceará, uma das particularidades é o co-processamentos em parceria com indústrias de alumínio, material que vai para os fornos da cimenteira já triturado. A maior parte do material co-processsado é formada por resíduos da indústria petroquímica. Em seguida estão os provenientes das indústrias de alumínio, de pneumáticos e metal-mecânica. Entre os dez maiores produtores mundiais de cimento, a Votorantim é a única empresa do tipo no Brasil.
A empresa mantém parceria com a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) que consiste em receber pneus inservíveis através de logística da entidade, que mantém ecopontos em todo o País.
Lembrei exatamente da abertura da novela PASSIONE da Rede Globo, rs!
ResponderExcluirParabéns pelo blog, falta apenas o projeto ser postado!